quarta-feira, 28 de abril de 2010

DEVOLVA!

Devolva!
A minha paz.
me deito mas não durmo,
a espera do que não vem, sem rumo
sonhando (delírio?) com o que não existe

Devolva!
A coerência.
Minha paciência se foi.
Não respondo pelos meus atos.
Nem sei o que ando fazendo, sofrendo.

Me devolva!
A alegria, a visão.
Só a vejo quando não te enxergo.
Só não te enxergo quando me vejo.
Só sei que estou cego.

Devolva!
A paixão, o amor, o tesão.
Não te encontro em outro alguém.
Maldição! Provocação?
Deixei em você meus sentidos.

Traga de volta!
Tudo aquilo que te dei:
o coração, a alma, o fôlego...
Porque não sei o que é viver sem isso.
Vegeto, apenas sigo. Fujo.

Devolva, por Deus! Devolva!
Devolva o que eu não tinha.
Devolva o que eu conquistei.
Devolva o que ainda não se foi.
Me devolva Você.

Devolva... quem um dia eu fui...

Autor: Germinal

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